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O que vai pela FG Morre o engenheiro Cassio Elysio de Figueiredo Damazio Ex-presidente da Gorceix, Dr. Cássio foi um dos fundadores da entidade A Fundação Gorceix perde um dos seus mais antigos e importantes colaboradores, Dr. Cassio Elysio de Figueiredo Damazio, que faleceu no dia 23 de junho, no Rio de Janeiro.
Dr. Cassio integrou o grupo de ex-alunos que idealizou a Fundação, da qual foi presidente no período de 1995 a 2000. Atualmente integrava o Conselho Diretor. Ex-aluno atuante na preservação da memória e da tradição da Escola de Minas dirigiu por três anos a SEMOP/RJ e participou da criação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
Ouro-pretano, nasceu em 05/12/1915 e graduou-se em engenharia geral pela Escola de Minas de Ouro Preto, em1943. Logo após a formatura, foi para a EBE (Empresa Brasileira de Engenharia S. A), onde atuou de 1943 a 1954, em diversas obras. Entre 1952 e 1956 foi responsável pelos estudos para implantação da fábrica que deu origem à atual Cimento Barroso em São João Del Rei e engenheiro chefe na montagem do setor de galvanização eletrolítica da CSN (Volta Redonda). Neste período ainda fundou e dirigiu a Empresa de Investimentos Gerais S.A e a Cotenge - Engenharia e Terraplenagem Ltda.
Em 1956 foi eleito Gerente Geral da EBE, onde exerceu diversas funções até 1976. Nesse período, foi diretor responsável pela concepção, projeto e execução da rede de distribuição elétrica de Brasília e das cidades satélites, constando das linhas primárias (128 e 33kV), subestações externas, internas e subterrâneas, redes subterrâneas e aéreas e de iluminação publica, alimentação dos edifícios e residências incluindo operação do sistema na sua inauguração. Ainda em Brasília foi o responsável pelas instalações elétricas, hidráulica, telefônica, ar condicionado e sonorização das principais edificações do Distrito Federal como o Congresso e Senado Nacional, Palácio do Planalto e Judiciário, Ministérios, Catedral, Hospital Distrital, Universidade da Brasília, Centro Rodoviário, embaixada americana, 20 edifícios comerciais e residenciais, além de 300 residências.
Trabalhador incansável, ele dirigiu a construção das grandes subestações em 220, 345 e 500 kv em Jacarepaguá e Adrianópolis (RJ), Rocha Leão, Campos e Goiânia (GO), Brasília, Rio Verde e a construção da linha de transmissão Cachoeiro do Itapemirim e Vitória (ES)
No período 1976 a 1981, na EBE exerceu as funções de vice-presidente, membro do Conselho Diretor, diretor presidente da subsidiária Projetos e Execuções Gerais S.A e diretor responsável pela construção e montagem da subestação de Tijuco Preto (Mogi-Guassu), a maior subestação da América Latina, terminal das linhas de corrente alternada da Usina de Itaipu, 750kV.
Em 1985, além de presidir a EBE, tornou-se também diretor presidente da Projam-Projetos, Execução e Manutenção de Serviços Gerais de Engenharia Ltda, e diretor da EBE - Participações e Empreendimentos.
Atualmente integrava o Conselho Consultivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro e o Conselho Diretor do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro. Por sua importante contribuição ao desenvolvimento da engenharia brasileira recebeu entre outras homenagens a Medalha de Brasília, Medalha Mérito Assis Chateaubriand, Ordem do Mérito Marechal José Pessoa/Grau Comendador, Medalha do Aleijadinho, Medalha da Companhia de Eletricidade de Brasília, Medalha de Prata da Escola de Minas, Placa de Prata da SEMOP/RJ e Medalha de Ouro por sua colaboração na construção da Usina de Itaipu.
Paraninfou várias turmas de formandos da EM/UFOP e foi o orador oficial na abertura das solenidades do Centenário da Escola em 1976. É o instituidor contribuinte por 25 anos futuros do "Prêmio Gorceix" entregue para o primeiro aluno do curso de Minas da EM/UFOP.
A ele as homenagens de toda equipe da Fundação Gorceix.
Legenda:Em 2008, Dr. Cassio foi homenageado pela Fundação Gorceix. Na foto ele recebe a homenagem das mãos do presidente da FG, prof. Cristovam Paes.
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