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O que vai pela EM

Festa do 12

O 131º aniversário da Escola de Minas reuniu, mais uma vez, alunos, ex-alunos, professores e ex-professores, todos irmanados pelo “espírito de Gorceix”, festejando a Escola. Uns lembravam-se dos “bons tempos” e contavam causos. Outros, ainda vivendo esses “tempos” amealhavam “casos” para contar daqui a alguns anos. A história se repete: durante o curso, reclamações sobre a “dureza” do estudo, sobre a “cobrança” dos professores. Anos depois, olha a saudade das “durezas” e das “cobranças”... Na festa deste ano, como sempre, casos únicos. Como a da engenheira Maria José de Oliveira Castro, carinhosamente apelidada Branca, a primeira mulher a se formar na Escola de Minas. Se pudéssemos imaginar tudo o que ela deve ter passado, a palavra “heroína” pode ser até menor que a verdade. E a família dos Teixeira de Carvalho? – Oito irmãos – Edézio, João Gualberto, Tarcizo, Espedito Felipe, Paulo Damasceno, José Maria, Luiz Gonçalo e Duílio Donizete – todos engenheiros, todos formados pela EM! Deve ser caso para o Guiness, o livro dos recordes!

 

Nestas duas páginas vamos publicar trechos dos discursos do professor Fernando F. Alkimim (representando o corpo docente da EM) e dos ex-alunos Marcone Jamilson Freitas Souza (representando os engenheiros formados há 25 anos) e Antônio Pedrosa da Silva (representando os formados há 50 anos). É a nossa forma de homenagear todos os colegas presentes ao “Doze” de 2.007.

 

(...) É preciso celebrar os 131 anos de existência da nossa Escola, pois a sua história nos ensina que anos de brilho e glória foram precedidos, sucedidos e entremeados com crise se superação de enormes obstáculos. É notável que, em cenário tão adverso, a medida de D. Pedro II, tenha vingado e frutificado e é notável que a meta de Gorceix nunca tenha sido abandonada. (...) Neste dia de comemoração, o que lhes trago é uma reflexão sobre o futuro. Em um exercício lhes perguntaria: haverá, daqui a, digamos, 19 anos, um sesquicentenário da Escola de Minas? Esta pergunta é, infelizmente, procedente. É que no meio universitário, vejo fenecer, ainda que lentamente, a Escola de Minas; não em seus símbolos, mas em idéia e operação. (...)

 

Para o sesquicentenário do exercício ou, como desejamos, para muitos anos mais de vida, penso ser imprescindível que: i) haja plano para as esferas interdepartamentais e restauração do cimento de escola; ii) haja focalização de temário do ensino e da pesquisa; iii) haja generalizado empenho; iv) haja gerência; e v) haja avaliação continuada. (...)

 

O Brasil vive hoje o deslanchar de um novo ciclo econômico, pelo que se vislumbra, essencialmente

extrativista. Soja, minério de ferro e etanol não podem se transmutar em pau-brasil, cana de açúcar e ouro da fazenda que um dia fomos. E aí é preciso política. Mas política fundada na inteligência, na tecnologia, na capacidade de empreender.

 

Neste cenário, a Escola de Minas, repensada como um todo e operando em plenitude, poderá atrair e exponenciar a formação de inteligências críticas e empreendedoras para atuar em todos os elos da cadeia mínero-metalúrgica. E ainda mais, pelo seu vínculo histórico com a rede de indústrias do setor, fazer ciência e convertê-la em tecnologia, passo que, aliás, o Brasil ainda não conseguiu dar. (...)

 

A história da nossa Escola e até mesmo a atmosfera ouro-pretana nos fazem esquecer do futuro. Lembremos do futuro, façamos os planos e coloquemo-los na plaina. A Escola precisará de todos nós. Vida longa para a Escola de Minas!

 

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Durante a Festa do 12 foram homenageados a família Teixeira de Carvalho e “Branca”, a primeira engenheira a se formar na Escola de Minas, há 50 anos.

 

 

 

 

 

 

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