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Editorial
Reforma estatutária respeitar e honrar o “espírito de Gorceix” Um dos aspectos de que mais nos orgulhamos, no âmbito da Escola de Minas, é o “espírito de GORCEIX”, que permanece inalterado, vigoroso e inspirador, desde que o Fundador deu os primeiros passos, a convite do Imperador Pedro II, na construção desse patrimônio nacional que é a Escola de Minas. São inúmeros os exemplos. Um deles, nascido em 1960 é a Fundação GORCEIX. E é a essa instituição, hoje alvo de atenções diversas, que queremos nos referir neste Editorial.
Quando se constituiu a Fundação GORCEIX o “espírito” do Mestre – entendido como sua inspiração – prevaleceu naquele grupo de ex-alunos que formalizava, através de uma Fundação, o apoio que já se prestava aos alunos carentes e que era, para Henri Gorceix, fundamental à própria existência da Escola de Minas. O prof. Henri Gorceix tinha como um de seus grandes objetivos a valorização de todos os seus alunos. A FG, constituída dentro desse objetivo, era um avanço na seara educacional brasileira. Previa a contribuição de ex-alunos para o apoio aos alunos carentes e à própria instituição.
E a GORCEIX funcionou assim durante algum tempo. Mas a realidade muda e as instituições que desejam continuar existindo e mantendo seus princípios precisam se adaptar à nova realidade, sob pena de tornarem-se ultrapassadas e desvinculadas dos reais objetivos de seus instituidores.
Como acontece em todas as organizações, a GORCEIX teve seus “altos e baixos”. Entretanto, sempre desempenhou seu papel com competência, zelo e, sobretudo, com responsabilidade social, mesmo quando essa última condição ainda não era tão cobrada pela sociedade como ocorre em nossos dias.
A GORCEIX sempre funcionou no estrito cumprimento de seu Estatuto que, apesar de pequenas modificações, é basicamente o mesmo elaborado em 1960, sob orientação de Pontes de Miranda, um dos maiores juristas brasileiros de todos os tempos. Contudo, para se adaptar à nova realidade da Escola de Minas e do país, nossos Conselhos Superiores entenderam necessário um Estatuto mais ágil e seguro. Assim designou-se uma Comissão de alto nível para se encarregar da tarefa. Apenas duas condições se impunham – a manutenção do “espírito de GORCEIX” e a continuidade do comportamento ousado, pioneiro e de vanguarda institucional dos instituidores da FG.
Depois de muitos estudos e debates democráticos, onde se exerceu, à exaustão, o direito ao contraditório, um novo Estatuto foi aprovado pela Assembléia Geral por ampla maioria e, posteriormente, pelos Conselhos Curador e Diretor. Esse documento foi apresentado ao Ministério Público, para exame, sugestões, críticas e aprovação.
No Ministério Público a proposta foi estudada e debatida com o espírito público que sempre norteia as atitudes do órgão. Foram diversas reuniões para aclaramento de pontos, até que se chegou à redação final levada a um Colegiado Especial, constuído pelos três conselhos supracitados em reunião conjunta. Neste momento o Colegiado está reunido em sessão permanente, tomando as medidas necessárias para que, em poucos dias, possam os Conselheiros aprovar definitivamente o instrumento legal que irá gerir os destinos da GORCEIX nos anos vindouros, permitindo-lhe o integral cumprimento de sua nobre missão de contribuir com a formação profissional e com o desenvolvimento científico e tecnológico da Engenharia, sempre tomando como premissa básica a responsabilidade social e ambiental.
Cristovam Paes de Oliveira Presidente |
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